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Retrato da Morte 3º episódio – “Começa a caça aos fantasmas”

Por Simplesmente Rosa
21 de jan. de 2016
4 min de leitura

Bob Rezende começou suas investigações pesquisando pela internet recolhendo informações, depois decidiu ir procurar pessoalmente os envolvidos no caso de alguma forma começando pelos advogados.





Bruce o advogado de defesa achou estranho alguém interessado em um caso tão antigo e encerrado. Mas qual o problema em falar? Tinha sido um marco no inicio da sua carreira, um fracasso...Mas o dinheiro que recebeu valeu a pena.



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— Gostaria que me falasse sobre sua cliente.







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— Era uma mulher muito elegante e bonita, mas perturbada emocionalmente. Fiz todo o possível para defendê-la, mas era um caso perdido desde o inicio. As provas, o comportamento da ré, era impossível vencer o caso.


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O único que consegui foi a pena mínima, por incrível que pareça ela causou uma empatia entre a maioria dos jurados, uma pobre esposa traída que acabou cometendo um crime do qual se arrependeu depois.




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— Qual foi a defesa?








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— Alegamos que foi suicídio, mas não convencemos ninguém.

Pablo van Gogh Amaral era um fanfarrão, mulherengo, de bem com a vida. Quem acreditaria que uma pessoa assim cometeria suicídio?




​— Se conhecesse a figura... Pablo era egocêntrico, egoísta, tinha alma de artista na verdade, desde a escola era assim.





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— O Sr. tem certeza que queria que ela não fosse condenada? Porque usar uma estratégia de defesa que sabia que não ia funcionar... O senhor conhecia a vítima e a réu antes do caso?





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— Assim o Sr. me ofende...está insinuando que eu me vendi para condená-la?




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— Desculpe, foi só uma observação.







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— Infelizmente tive em mãos desde o início um caso perdido. Ela se deu por vencida, não fez nada para se ajudar. O senhor deve saber que um advogado não faz milagres, precisa da cooperação do cliente para causar boa impressão no júri..




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— Porque acha que ela agiu assim?








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— Não sei exatamente, ao que tudo indica ela era devotada ao marido, e após cometer o crime, se arrependeu, mas como não tem conserto, morreu em vida junto com ele.




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— Alguma vez ela admitiu ao senhor que era culpada?







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— Nunca me disse ser culpada, mas as provas eram irrefutáveis. Por isso mesmo o Dr. Matheus Dias, advogado oficial da família me passou o caso, não queria ver seu nome envolvido em um caso perdido. Ele pode fornecer mais informações do que eu, peguei o caso em cima da hora e estava começando na época, precisava do dinheiro. Outro que pode ser útil é o jovem Guilherme SBTista, ele é filho do advogado de acusação, foi assistente do pai na época.















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— O senhor tem uma memória muito boa Dr. Bruce. Tem certeza que não existiu nenhuma dúvida em ralação a culpa da Sra. Vitória Amaral? Quais eram as provas contra ela?






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— Francamente Sr. Bob, não sei aonde quer chegar o caso foi encerrado, as provas eram todas contra ela... Havia o motivo, ela e o marido tinham muitas brigas por causa da sua infidelidade. A gota d’água foi quando ele levou a amante para dentro de casa. Pelo que sei Danny Bond foi diferente das outras, ele se apaixonou por ela e ia deixar a família por ela. Até decidiu fazer um retrato dela, este que foi o último quadro. Está valendo uma fortuna ultimamente “Retrato da Morte”. Não sou amante das artes, mas os quadros do sujeito eram bons, era um excelente pintor.




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Bob nem precisou fazer esforços para tirar as informações do falante advogado.







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— Vitória Amaral estava no seu limite, chegando inclusive ameaçar o marido na frente de testemunhas, roubou o veneno usado para cometer o crime da casa do amigo Felipe M. Cavalcanti, um fazendeiro conhecido na região. Além do mais, Rasputia a Babá a viu limpando suas impressões digitais do copo. E o frasco do veneno foi encontrado no seu guarda-roupa.




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— Mas outra pessoa não poderia ter colocado o frasco de veneno lá para ser facilmente encontrado?







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— Ela confessou que foi ela quem pegou o veneno na intenção de se matar, mas não teve coragem... Mas a pior evidência foi terem encontrado as impressões digitais do falecido no copo, o mesmo que ela estava apagando as suas, compreende? Ela ficou sozinha com o corpo enquanto chamavam o médico.



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Bob só observava o estranho e falante advogado, havia algo errado nele.






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— Se o senhor a tivesse visto... Estava na cara que ela era a assassina e não fez nada pra se defender, a única coisa que queria era que saísse a sentença logo. Uma covarde era o que era, ao contrário da outra.



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​— Danny Bond era forte e determinada, encarou de cabeça erguida o júri nos quais causou antipatia desde o inicio, por ser a destruidora do lar e a causa principal da tragédia.






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— Só um exemplo, se não foi Vitória quem cometeu o crime, quem poderia tê-lo feito?







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— Tirando os empregados, as pessoas que estavam presentes eram:




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Mateus Marone Cavalcanti, melhor amigo de Pablo, empresário bem sucedido e elegante.







​O irmão Felipe M. Cavalcanti, fazendeiro amigo do casal, principalmente de Vitória. Ao contrário do irmão, um sujeito simples, de hábitos caseiros.






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​Raspútia a Babá, cuidava da filha do casal e de Camille. Na verdade ela era uma governanta e muito leal a sua patroa.









Danny Bond a outra e causadora de toda esta desgraça. É uma mulher empreendedora e muito rica. Desde então casou três vezes.






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​Atualmente está casada com o publicitário Leo Martinez, sempre saem em revistas.







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​Camille a irmã mais nova de Vitória, era uma adolescente revoltada na época, hoje é veterinária.






Lord Vader o médico, que coincidentemente estava na casa da família no dia do crime.









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— Uma curiosidade, porque que está revirando o caso se foi encerrado há muitos anos?




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— A filha quer saber a verdade.







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— Entendi, pensei que você era um homem sério, está querendo arrancar dinheiro da herdeira espertinho...




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— Bob Rezende dá uma risadinha enigmática e sai com uma má impressão do advogado, mas ainda não poderia tirar conclusões sem ouvir os outros.





Próximo episódio “Diferentes ângulos e uma verdade”

Agradecimentos:

Douglas e Jack pelas logos da série.

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