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Aborto, um assunto delicado

  • Jack
  • 2 de fev. de 2016
  • 2 min de leitura

Hoje o tema aborto voltou a ser discutido nas redes sociais em respostas à declaração do renomado e respeitado médico Drauzio Varella. O Twitter encheu de comentários a favor e contra o aborto - gerando uma espécie de "guerra dos sexos" - de um lado as feministas e liberais (maioria mulheres) e do outros os conservadores e religiosos (maioria homens), claro que teve suas exceções, mas me chamou a atenção essa divisão de gênero, talvez muitas mulheres contra o aborto não quiseram se expor e os homens a favor não quiseram ser taxados de feministas. Abaixo o principal trecho da opinião de Drauzio Varella.

O médico também argumentou sobre os cristãos: "Ninguém pode se considerar dono da palavra de Deus, intermediário entre deuses e seres humanos, para dizer o que todos devem fazer",

"Muitos religiosos pregam que o aborto não é certo. Se não está de acordo, não faça, mas não imponha sua vontade aos outros."

Nessa frases tem alguns equívocos; aborto não deve ser algo natural, imagina se tiver SUS para as gestantes que querem abortar, vai ser um necrotério infantil e no carnaval encherá de mulheres grávidas, assim como deve aumentar os casos de AIDS e DSTs em razão da não prevenção proposital, gerando mais problemas sociais. Ninguém é intermediário de Deus, apenas cumpre-se o que está escrito na Bíblia que são os ensinamentos divinos. Seguindo a lógica da terceira frase, não haveria regras e nem moral, todos poderiam fazer o que quisessem e respeito seria algo desconhecido.

O aborto é uma questão muito difícil de dizer o que é certo e errado, porém é fato de que o ser humano está perdendo sua essência, preocupando-se cada vez menos com o próximo, sendo egoísta e muitas mães tratando filhos como problemas que podem ser descartados como se fosse um mero presente de Natal que não gostou.

Estamos sendo robotizados aos poucos, ficando sem sentimentos, sem humanidade, sem amor ao próximo, ensinados a aceitar qualquer coisa como normal. O amor materno que era sem igual, ao contrário de um relacionamento entre homem e mulher que pode ser apenas ilusão ou momentâneo, o laço de mãe e filho era pra sempre, era...

Liberar o aborto é condenar inocente, mas isso vai da consciência de cada um. Salvo os casos de estupro, não existe gravidez "sem querer", abortar é fugir da responsabilidade e abandonar um ser incapaz de compreender porque vai morrer.

Se tem sua mãe do lado, abrace ela, falta amor aos nativos do planeta Terra no século XXI, estão com vontade de liberar tudo e parece que os sentimentos estão sumindo, tudo muito artificial e mecanizado.

Ser contra o aborto não é ir contra a mulher e sim defender a vida do bebê, como uma mãe tradicional e acolhedora que não deixa ninguém mexer com seu filho.

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